… na grandeza de Deus

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No final de maio, meu marido e eu fomos para Campos do Jordão. Minha última ida à cidade tinha sido há quase dez anos e eu não via a hora de chegar lá! Delícia pensar em curtir o frio na serra. Bom, isso pra quem gosta de frio! No meu caso, só para passeio. Mas, enfim!

Agora posso dizer que realmente conheço Campos. Nas duas outras vezes não aproveitei como nesta – subi no Morro do Elefante pelo teleférico, andei a cavalo, conheci a cervejaria Baden Baden e fui até a Pedra do Baú.

Para quem não conhece, a Pedra do Baú é o ponto mais alto de Campos do Jordão e de onde se tem uma vista linda. Mas sobre isso vou falar daqui a pouco. A minha ideia era ir na Pedra do Bauzinho, local que dá para ver a pedra maior e cuja trilha é de apenas 10 minutos. Mas meu marido insistiu em ir até a primeira – três horas de caminhada, ida e volta. O início do percurso foi fácil e nós não tínhamos ideia do que viria pela frente. Não chegamos ao topo da pedra. Até comecei a subir as últimas escadas, mas o racional falou mais alto. Não havia segurança alguma para continuar. Dali, já era possível apreciar uma vista linda.

Voltamos e, enquanto recuperávamos o fôlego, pudemos admirar um esquilo fazendo a sua refeição à base de frutas, que sempre são colocadas ali.

Descansados, seguimos para a Pedra do Bauzinho. Dali, vimos o local onde estávamos e onde queríamos chegar. Algumas pessoas chegaram. Dava para vê-las lá longe, pequenininhas! Depois de tirarmos várias fotos, sentei para contemplar a paisagem e ter um momento só meu. Aos poucos, as vozes das pessoas que também estava ali, foram sumindo. Sem a menor pressa, meus olhos foram percorrendo cada detalhe do lugar. As casas e a vegetação lá embaixo, a Pedra do Baú, o céu azul infinito com suas finas nuvens brancas, o voo de alguém que saltou de páraglider, os pássaros.

Fechei os olhos e então senti o calor do sol e a brisa que vinha de encontro ao meu rosto. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser “Quem sou eu diante de tudo isso que Deus fez? Sou tão pequena, não sou nada comparada a isso. Mas mesmo assim, Ele se importa comigo, ouve as minhas orações, não me deixa faltar nada”. E novamente a brisa soprou, mas de uma forma diferente. Era como se Deus estivesse nela e eu pude sentir a Sua presença. Mesmo com os olhos fechados, as lágrimas brotaram e desceram pelo meu rosto. Eu sabia que Ele estava ali. Como não me render Àquele que me criou e formou tudo aquilo que eu via? E cantei, baixinho, mas com toda a intensidade do meu coração: “Não há outro Deus igual, não há outro como Tu… És o desejado das nações, toda a criação adora a Ti… Tu és adorado… Tu és adorado por mi… Toda a criação te adora, todas as nações se prostram ante o Teu poder e o Teu amor… Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que só Tu és Senhor…”.

Apesar de tantas e tantas vezes ter cantado e falado da grandeza desse Deus, não sabia o que isso realmente representava, mesmo já tendo passado por outras experiências em que me senti pequena diante dEle. É… esse é o tipo de coisa que não se explica. Apenas se vive.

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