Na minha falta de tempo

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Conseguir um tempinho em casa, sem fazer nada, tem sido algo absolutamente raro. Aproveito para escrever hoje, em um sábado em que o jantar é por conta do marido.

Essa falta de tempo tem me deixado um tanto incomodada ultimamente. Sei que o fato de morar em São Paulo é um dos motivos. Para ir e voltar do trabalho são quase três horas. E nem é tão longe assim. Depender do transporte público às vezes complica. O trajeto que poderia ser feito em linha reta, é cheio de curvas e ruas estreitas e sobe-e-desce por dentro dos bairros. De carro, levaria 30 minutos no máximo.

A minha rotina acaba se resumindo em levantar, ir pro trabalho, voltar, fazer comida, comer, tomar banho e dormir. A exceção fica por conta dos ensaios do coral do qual faço parte. Neste caso, é direto do trabalho para a igreja. Chegando em casa, só dá para comer qualquer coisa, tomar um banho rápido e dormir para começar tudo de novo no dia seguinte. E o detalhe é que eu nem tenho filhos ainda!

Tenho certeza de que não sou a única a sofrer com isso. Muitas mulheres devem pensar e passar pelo mesmo.

A vantagem do fim de semana é que posso dormir um pouquinho mais. Mas o que não deu para fazer durante a semana sempre sobra para o sábado – lavar, limpar, organizar… Descansar mesmo, só no domingo.

Sinto falta das minhas costuras, dos passeios no Ibirapuera, das idas à Livraria Cultura do Conjunto Nacional, de conseguir estar sempre com as unhas feitas, de fazer uma comida diferente e gostosa, de estudar minhas músicas, jogar Need for Speed ou de ler um livro ou uma revista no conforto da minha cama e não no sacolejo do ônibus.

Para ser sincera, eu nem devia estar me lamentando! A grande verdade é que as coisas só tendem a piorar! Quando você encontra alguém que não vê há algum tempo e pergunta “e aí? Como estão as coisas?”, qual é a resposta de sempre? “Estou bem! Na correria…”

Quer saber? Vou ver um filme e curtir o maridão!

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    • Interior seria uma opção, maaas… não me vejo morando no interior. Não por enquanto. Apesar de tudo, São Paulo é viciante. O desafio é conciliar um pouquinho que seja a loucura dessa cidade com o que considero ideal.

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