… nas verdadeiras amizades

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Antes de começar, ou melhor, de continuar este texto, tenho que fazer uma observação. Alguns posts atrás, me queixava da falta de tempo. O post de hoje é um exemplo disso. Deve ter pelo menos um mês – sim! Um mês! – que o comecei e só agora estou conseguindo terminá-lo. Mas este não será mais um problema porque mudei de casa e agora são apenas dez minutinhos a pé até o trabalho!

 *        *        *

“Dizem que amigos verdadeiros podem passar longos períodos sem se falar e jamais questionar essa amizade. Quando eles se encontram, independentemente do tempo e da distância, parece que se viram ontem e nunca guardam mágoa ou rancor. Entendem que a vida é corrida, mas que você os amará PARA SEMPRE”.  Esse texto tem aparecido no perfil de muita gente no Facebook ultimamente. Embora seja uma verdade, não tive vontade de colá-lo nas páginas dos meus amigos. Prefiro colocar as minhas palavras do que apenas repetir o que alguém um dia escreveu. No entanto, esse texto foi exatamente uma das primeiras coisas em que pensei no fim de semana passado, que não foi um fim de semana qualquer. Depois de 41 anos, meu pai e um amigo dele — para mim, o famoso Cachoeira, de tantas histórias que ouvi a respeito dele — se reencontraram. A separação aconteceu em 1971, quando o Cachoeira recebeu um convite para competir por São Caetano e, assim, deixou o interior paulista e seus companheiros da equipe de atletismo de Bauru.

Eis o Cachoeira.

“Quando eles se encontram, independentemente do tempo e da distância, parece que se viram ontem”. Em amizades verdadeiras, essa é a mais pura verdade. E eu fui testemunha disso.

O reencontro de dois grandes amigos: boas recordações e muitas risadas (à esq. Cachoeira e à dir. meu pai, o Elias)

Cada um seguiu a sua vida e, sei que algumas vezes meu pai tentou encontrá-lo. Soubemos que ele chegou a ter um salão de cabeleireiros no centro de São Paulo, na Galeria 24 de maio. Ali não mais o Cachoeira, mas o Camburão, como ficou conhecido depois de entrar na Polícia.

O tempo passou e algum conhecido em comum tinha o telefone dele. A partir de então, o que um dia pareceu impossível, aconteceu. Foi num churrasco que eles se reencontraram. A ansiedade do meu pai para que eu conhecesse o Cachoeira era tanta, que mesmo a caminho, ele me ligou umas duas vezes para saber onde eu estava, mesmo eu já tendo conversado com a minha mãe. O Cachoeira, por outro lado, não sabia direito onde ficava o prédio e nem quis esperar a esposa, que dirigia o carro, chegar até o prédio para ele confirmar o lugar. Desceu a uma quadra de lá e foi andando. Fico impressionada – e porque não dizer emocionada também – só de lembrar como o meu pai estava feliz naquele dia!  Quantas histórias, quantas risadas, quantas recordações boas! Para mim, foi como se eu já conhecesse o Cachoeira e a esposa dele, a Cris, desde que eu nasci. Eu nunca os tinha visto e sempre foram da família. Não sei se hoje eu é que não estou tão inspirada para escrever ou se realmente é impossível traduzir o que foi aquele dia. Só sei que foi um daqueles momentos que marcaram a minha vida e que agradeço a Deus por ter me esse presente. A mim, não. A todos nós.

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Uma resposta »

  1. Adorei este texto Gabi!! Tem um significado ainda mais especial pela situacao em que me encontro: morando fora e tendo poucas chances de ver amigos muito queridos que ficaram no Brasil! Realmente, quando a gente re-encontra um amigo tao especial assim, parece que foi ontem que nos vimos da ultima vez, sem importar se ontem foi 1 dia ou 10 anos atras!

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