… tem quem promova a infidelidade!

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Outro dia, deixei separada uma notícia que saiu no caderno Equilíbrio, da Folha, para comentar aqui. Título: “A atravessadora da infidelidade”. A matéria fala sobre um site que passou a oferecer seus serviços no País. O objetivo é que as pessoas possam encontrar amantes discretos entre os usuários cadastrados.

A vice-presidente do site para o Brasil, Laís Ranna, diz que este é um negócio lucrativo – eu não duvido! – e defende que “a traição é uma opção ao divórcio. Se a pessoa está em um casamento de longo prazo e o parceiro perdeu o interesse sexual, ela tem três escolhas: continuar casada numa vida de castidade; um divórcio, dividindo filhos, bens etc. ou procurar sexo em outro lugar. É aí que a gente entra, oferecendo uma maneira mais discreta e segura.”

Na mesma página, outro texto abordava o mesmo assunto, destacando a opinião do colunista de sexo e relacionamentos do jornal The Stranger, de Seattle (EUA), Dan Savage. Ele afirmou que “os homens não foram feitos para ser monógamos” e que algumas pessoas precisam de mais de um parceiro sexual. Por isso, “propõe um acordo aberto entre o casal, permitindo pequenas traições, para salvar a relação.”

Fiquei abismada quando li essas coisas porque não entendo que traição é opção para se solucionar qualquer que seja o conflito entre o casal. Vejo isso como uma fuga para evitar um confronto que pode trazer dor, mas que também pode trazer a solução.  Sim, reconheço que sou “certinha” e acredito que duas pessoas podem viver juntas ”até que a morte as separe”. Inclusive, por pensar assim, é que eu me casei e espero ficar com o meu marido até ficarmos velhinhos.

Infelizmente, a ideia de “eu quero ser feliz” passa por diversos aspectos e influencia a motivação que leva as pessoas a se casarem. Num relacionamento não deve existir espaço para o egoísmo. É preciso doar, ceder, desculpar e – por que não? -, perdoar. É preciso ter atitudes que levem à felicidade do outro e não só à nossa própria. Ao fazermos o outro feliz, o comportamento dele será no mesmo sentido. Assim, a nossa felicidade é consequência. É um ciclo simples – ok, ou não tão difícil – mas que tendemos a complicar.

Alguém mais pensa assim?

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