Eu quero ser a protagonista do meu parto

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A revista Planeta de outubro traz uma matéria que achei fantástica cujo título é “A Arte de Nascer.” O foco do texto é sobre os diferentes tipos de parto em que a mulher é a protagonista.

Ao ler a frase anterior, pode ser que alguém pense “é evidente que a mulher é a protagonista nesta situação!” Não, não é. Logo na abertura a jornalista escreve: “o nascimento é uma operação simples nos países com menores taxas de mortalidade e de complicações pós-parto, como Japão, Holanda, Inglaterra e Suécia. Já o Brasil sofre excesso de medicalização: as maternidades privadas parecem hotéis ou empresas. São raros os obstetras que ‘permitem’ à mulher assumir a posição que quiser para dar à luz. Há evidências de que se sentir protagonista nessa hora determina uma boa experiência.”

Desde que a minha prima, fisioterapeuta, se especializou em saúde da mulher e fez um curso de doula, a minha visão quanto ao parto mudou. Meu marido e eu vimos uma palestra que ela deu uma vez falando exatamente sobre o papel que a mulher exerce e sobre o trauma que é para o bebê nascer de forma cesariana.

Imagine a cena: o bebê está lá, na barriga da mãe, confortável, protegido, sendo alimento pelo cordão umbilical. De repente, algo rompe com essa paz, ele é subitamente retirado para estar nesse mundo estranho e desconhecido. Consegue ter uma ideia do trauma pelo qual ele passa?

Na palestra, minha prima exibiu um filme de um parto em que a mulher esteve o tempo todo acompanhada do marido, buscou as posições que lhe eram mais cômodas, recebeu massagens para aliviar a dor e, no momento certo, o bebê nasceu, num parto – neste caso, natural, sem intervenções médicas ou anestesias. Loucura para alguns, tudo transcorreu de uma maneira tranquila e linda. Tão linda que, no final, nós dois nos pegamos chorando.

Ainda não sou mãe, não sei quais são as dores das contrações ou qualquer coisa relacionada à gravidez ou ao parto. Mas a minha prima passou pelas duas experiências – a da cesárea e a do parto natural, em casa. Ela diz, sem gaguejar, que doeu sim, mas que passaria por tudo de novo porque foi uma das experiências mais maravilhosas que teve.

Infelizmente a mulher fica nas mãos do médico e é nele que ela coloca toda a confiança no momento de o bebê nascer. É sempre a palavra dele a mais importante, afinal, ele é o médico, certo? O que não acho justo é a vontade da mulher não ser respeitada, não participar efetivamente do nascimento do próprio filho e a cesárea ser a prática mais comum hoje nos hospitais particulares. Por que não incentivar o parto normal? Faz parte da nossa natureza, é melhor para o bebê e a recuperação da mãe é mais rápida.

Se você não puder comprar a revista, o que seria muito bacana, pelo menos dê uma pesquisada na internet sobre os outros tipos de parto: Leboyer; de cócoras; na água; e natural. Já aqui, você fica sabendo um pouquinho mais sobre a mulher como protagonista nesse momento tão especial.

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    • Já tenho pedido a Deus que aconteça da maneira como eu sempre quis. Que seja a minha vontade e não a do médico.
      Quanto a vc estar junto, isso é ób-vi-o! rs
      E anotou o nome do livro “Parto com amor”? Deve ser bem bacana pra vcs aproveitarem no MaternAtiva. 😉
      Bj!

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