As consequências de uma informação incorreta

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Se tem uma coisa que me tira do sério é a falta de informação, ou pior, uma informação incorreta. Acabei me tornando mais chata com isso por ser jornalista e depois de ter trabalhado com atendimento. O problema é que as pessoas, muitas vezes, não têm a menor noção do que pode acontecer por causa de um equívoco. E hoje, quem sofreu com isso fui eu.

Para efetivarmos a troca do nosso carro, a concessionária exigia a 2ª via do comprovante de um documento. Puxei pelo site e constava quitado, mencionando inclusive a data de pagamento. Disseram que não servia e que se eu quisesse poderia pagar R$ 90 e tudo certo. Se eu podia pegar a 2ª via, por que pagar?

Como me falaram, fui até o Detran. Detalhe: eu saí de São Bernardo e o Detran fica na estação Armênia do metrô, zona norte da cidade de São Paulo. Ou seja, muito longe. Levei duas – DUAS – horas para chegar. Cinco minutos depois, o atendente me diz que não era lá. Era na Secretaria da Fazenda. Ele olhou no Google e me mostrou que ficava na Sé.

Antes de surtar, liguei para o vendedor e tentei ver outro jeito de resolver, mas ele não arredou o pé e disse que precisava do bendito papel. Liguei irritadíssima para o meu marido e expliquei a situação. “Calma, dá para ver isso no Poupatempo”. O mais próximo dali seria o da Sé, mas absolutamente inviável porque é o mais cheio de todos.

Peguei o metrô de volta, desci no Jabaquara – extremo oposto de onde eu estava –, peguei um ônibus, fui até a casa dos meus pais, peguei o carro do meu pai emprestado e fui até um Poupatempo perto de lá. Graças a Deus estava tão vazio que a moça batia o maior papo com os outros funcionários e me atendeu rapidinho. O que ela me disse? O único comprovante é aquele que se imprime do tal site e que eu já tinha deixado na concessionária. Ah! Meu marido já tinha ido a outro Poupatempo e tinham dito a mesma coisa para ele.

A essa altura, eu estava soltando fogo pelos olhos, porque me sentia absolutamente enganada. Como era possível me pedirem um papel impossível de se conseguir e ainda me cobrarem R$ 90 por não tê-lo? Estavam me forçando a pagar e isso não aceitaria de jeito nenhum!

Segui direto para a concessionária e eles teriam que dar um jeito. Acabei sendo atendida por outro vendedor que me disse que estava tudo certo. Só aquele papel impresso era suficiente. Não fui mal educada e nem alterei o tom de voz, mas “descasquei” em cima dele! Eu tinha saído antes do meio dia de São Bernardo, já era mais de cinco da tarde, não almocei e ainda fiquei a tarde toda atrás de um negócio desnecessário. Até tudo se resolver, fora o trânsito da volta, cheguei em casa mais de sete e meia da noite e com uma bela dor de cabeça.

A culpa não foi do vendedor, mas do gerente que o instruiu muito mal! O que costumo em fazer em situações como essa é conversar com o responsável pela loja. Mas eu já estava tão cansada e desgastada que não tinha mais forças para discutir.

No fim, tudo se resolveu. Mas precisava de tanto? Como se já não bastasse toda a burocracia, eles tinham que complicar. E uma informação incorreta bastou.

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