Aprendendo a ser mãe

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E hoje completa um mês que o Davi nasceu. Um mês que também nasceu uma mãe.

Ter filhos sempre foi um sonho, que só aumentava a cada bebê que eu via. Mas, por trás de crianças felizes, sorridentes ou mesmo daquelas que dormem feito anjinhos, há muita coisa que eu não sabia…

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Sempre fui tranquila e a gestação não foi diferente. Aliás, foi tão tranquila que meu marido não me reconhecia! Rs

O parto não foi como o que sonhei e planejei (“Muitos são os planos no coração do homem; mas o desígnio do Senhor, esse prevalecerá”. Provérbios 19:21). Pretendia um parto humanizado, sem intervenções, numa casa de parto, com a presença do meu marido e de uma doula. Mas não foi assim que aconteceu.

Aguardamos o máximo possível, mas não entrei em trabalho de parto. Acabou sendo cesárea e, apesar de tudo, não fiquei frustrada. Tudo, o tempo todo, desde antes de engravidar estava nas mãos de Deus. Além disso, a cesárea não foi simplesmente agendada, para comodidade do medico e minha também – uma atitude adotada pela maioria e que não concordo. Sugiro que assistam “O renascimento do parto” e busquem informações sobre parto humanizado. Dá para começar por aqui 😉

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Nas últimas semanas enquanto esperava o início do trabalho de parto, tive um momento muito (muito!) introspectivo. Não tinha vontade de responder as inúmeras mensagens que chegavam pelo whatsapp, sms ou Facebook – apesar de saber que eram amigos e familiares, demonstrando carinho, interessados em saber se estávamos bem (desculpe se você foi uma dessas pessoas). Depois que o Davi nasceu, continuei não querendo saber de ninguém. Era um tempo nosso, em que eu queria apenas a família por perto, principalmente na maternidade. Agora, um mês depois é que começo a sair mais da concha.

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Durante a gravidez, a gente vai se acostumando com as mudanças pelas quais o nosso corpo passa, mas quando o bebê nasce, elas são repentinas. Não tem mais o peso, muda o equilíbrio, parece que está todo solto dentro de você e andar se torna algo muito estranho no começo. Sem contar as mudanças hormonais e uma hiper sensibilidade que você não sabe de onde vem. Por isso tudo e mais, a mãe que acabou de nascer precisa de tanto cuidado, carinho e atenção quanto o bebê.

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Uma vez em casa, veio o medo, a insegurança… E agora? Dou conta? O apoio da maternidade ficou para trás. Como saber se o choro é de fome ou de sede? Ou sono? E se é cólica? Se for, como fazer para passar? Aquele choro doído, aqueles olhinhos suplicantes, pedindo “mãe, me ajuda, por favor!”, chegaram a me fazer chorar também – de desespero, de não saber o que fazer; de estar a madrugada toda acordada ou literalmente “virada” de um dia para o outro. Nessas horas, ter o apoio do marido/pai é tudo – embora ele também tenha tido um momento de jogar a toalha. Mas também somos muito gratos a alguns amigos que nos ajudaram a recuperar a calma e voltar para o eixo.

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Duas lições importantes, muito bem aprendidas:

1. Manter a calma sempre. Mesmo adultos há momentos em que a nossa mãe é tudo o que queremos. Imagine para uma criança que acabou de nascer. Se a mãe não pode ajudar, “ferrou”! A pediatra disse que “os bebês são esponjinhas. Percebem tudo. Se você estiver agitada, pode dar cólica”. Não foi bem o que aconteceu, mas já pude constatar que ele percebe mesmo quando  as coisas estão fora do normal.

2. Seguir meus instintos. Hoje há muita informação disponível para tudo, assim como diversas pessoas próximas têm suas experiências para compartilhar. É tanta coisa, que você simplesmente não consegue ouvir a sua própria voz interior. Por isso, muitas vezes, um “que se dane” é a melhor resposta. Significa que o seu instinto falou mais alto.

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Como disse uma amiga, “ser mãe é desafiador, mas muito recompensador”. Ela tem razão. Não há nada neste mundo que se compare àquele olhar intenso,  meio de canto, durante uma mamada; ou àquele sorrisinho fofo que surge de repente enquanto conversamos.

É… aos 32 anos, eu achava que estava pronta para ser mãe. Na verdade, a conclusão é que eu não estava e, conversando com amigas que desfrutam do prazer, das alegrias e dificuldades (sim, isso também) da maternidade, concordam que, no fundo, ninguém está. Só posso dizer que este primeiro mês até pode ter sido difícil, mas certamente foi um dos mais felizes da minha vida.

davieeu

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Uma resposta »

  1. Parabéns Gabis, certamente Deus dará tudo o q precisa pra viver essa sua nova fase! Pra dar conta de tudo e ser tudo o que o Davi precisa pra se tornar um homem de bem.
    😉
    Amo vcs!

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