Porque eles precisam se sentir seguros

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Depois de cinco meses de licença maternidade e férias, retornei esta semana ao trabalho. Com dois meses do nascimento do Davi eu já pensava (ou evitava pensar) nisso. Com as festas de fim de ano, não deu para fazer adaptação. E agora? Como vai ser ficar o dia todo com pessoas que ele nunca viu? Vai chorar? Vai dar trabalho para dormir? Vão cuidar bem dele? Eu não estarei mais exclusivamente ali com ele… Como toda mãe de primeira viagem, essas eram as minhas preocupações.

Até que o dia finalmente chegou e mais uma vez se comprovou o que me disseram sobre os bebês: eles precisam se sentir seguros. Por vários dias e várias vezes ao dia, conversava com ele, explicando que estaria num berçário com outras crianças; que conheceria pessoas novas e outros bebês, mas que eu também iria vê-lo, que teríamos um tempo só nosso durante as mamadas (sim, tenho o privilégio de ter o berçário coladinho com o trabalho) e ficaríamos juntos na hora do almoço. Sempre sorri, sempre mostrei como algo positivo.

Com o coração apertado e fazendo o máximo para não chorar, o deixei pela primeira vez, logo pela manhã. E ele? Foi todo risonho com a professora! Na hora do almoço, quando vi que estava bem, relaxei. Percebi que quem sofre mesmo com essas transições somos nós e que o segredo é nos prepararmos para elas e prepararmos o nosso filho também. Quer ver outro exemplo?

Com dois meses já não dava mais para o Davi dormir no carrinho ao meu lado. Ele sempre se mexeu demais e ficava batendo os bracinhos nas laterais. E agora? Dormir sozinho no outro quarto? No berço? Sem que eu esteja ali ao sinal do menor resmungo? Por semanas, meu marido e eu dissemos que ele seria “promovido”! Todas as vezes que ele dormia durante o dia, o colocava lá para que se acostumasse com o ambiente, sempre reforçando que era o quarto dele e mostrando os adesivos que colocamos na parede. Depois, passou a dormir lá também no início da noite. No dia da “promoção”, fizemos a maior festa! Resultado: ele dormiu das 23h às 4h e, desde então, dorme lá numa boa!

Por isso, nessa nova rotina, “chororô”? Que nada! Tudo na maior tranquilidade e na mais santa paz!

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