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Obrigada, Geração Z

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Meus amigos psicólogos e todos os outros da área de Humanas hão de concordar: pessoas são fascinantes! E como é interessante olhar para os outros e para si mesmo! Nos últimos anos, estudei e tenho trabalhado com pessoas mais novas. Seis, sete, dez anos de diferença. Às vezes, me sinto na posição dos meus pais: absolutamente perdida em meio a expressões e “trocentos”nomes de youtubers, por exemplo. A cada nova citação, já nem pergunto mais. Não conheço. Para mim, são todos “X”.

Mas, como todo bom jornalista, a observação e as conexões acontecem o tempo todo. Um tempo atrás, diversas matérias e textos (para minha surpresa, numa rápida busca para conferir quanto tempo, vi que o assunto ainda é bastante abordado) falavam sobre a Geração Y. Outros tantos, vieram a reboque sobre a Z. E é justamente com esta que tenho lidado.

Sim, a convivência me mostra que é verdade o quanto os “Zs” são ansiosos, impacientes e querem tudo muito rápido, para ontem. Querem crescer rápido na carreira. Estão sempre conectados, usando todas as plataformas possíveis para “falar com o mundo”.

Não foi uma ou duas vezes que ouvi: “mas eu estou velho/a”, “eu tenho pressa”, “quero/tenho que resolver logo”, “estou perdendo tempo”. Velho? E eu? Que tenho dez, 12 anos de diferença? Pressa? De quê? Resolver logo por quê? Por que perdendo tempo? Até hoje nenhum deles soube me responder. Até hoje.

Nem sei muito bem como a conversa começou, mas, no almoço, me disseram o que tanto queria saber. A explicação é plausível. As referências que eles têm. “Meu amigo tem 25 anos e já é gerente. E eu?”.

Algumas das pessoas com quem convivem tiveram uma ascensão profissional bem rápida (até demais, eu diria). O que pondero é que, mesmo com tanta urgência, existem etapas que precisam ser cumpridas. Não é possível pensar apenas lá na frente. Há um processo para acontecer. O fim é importante, mas, no meu entender, o meio é ainda mais. E me preocupa pensar nesse profissional. Em muitos casos, a competência técnica é excelente, mas a emocional/comportamental está muito aquém. Fico pensando, não apenas que tipo de profissionais, mas que pessoas esses jovens são e serão (essa minha reflexão está ainda mais acentuada por causa do livro que estou lendo “Pais inteligentes formam sucessores, não herdeiros“, do Augusto Cury. Aliás, leitura mais do que recomendada, mesmo para quem não tem ou não pretende ter filhos).

Por outro lado, parte deles, não “têm informações de três linhas”, como ouvi de um professor da Universidade em que eu trabalhava, em referência às discussões rasas que aconteciam em sala de aula. Alguns dos que conheço são extremamente inteligentes e maduros. Sabem discutir, têm argumentos, boas ideias, sabem se expressar. Sim, chego a me surpreender com algumas posturas e colocações. O que me deixa muito feliz! Isso me permite aprender e a enxergar situações sob um ponto de vista completamente diferente.

Você não sabia até chegar aqui. Mas publicar este texto, neste espaço, não foi à toa. Já é parte desse aprendizado. Obrigado, Geração Z.

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Aprendendo a ser mãe

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E hoje completa um mês que o Davi nasceu. Um mês que também nasceu uma mãe.

Ter filhos sempre foi um sonho, que só aumentava a cada bebê que eu via. Mas, por trás de crianças felizes, sorridentes ou mesmo daquelas que dormem feito anjinhos, há muita coisa que eu não sabia…

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Sempre fui tranquila e a gestação não foi diferente. Aliás, foi tão tranquila que meu marido não me reconhecia! Rs

O parto não foi como o que sonhei e planejei (“Muitos são os planos no coração do homem; mas o desígnio do Senhor, esse prevalecerá”. Provérbios 19:21). Pretendia um parto humanizado, sem intervenções, numa casa de parto, com a presença do meu marido e de uma doula. Mas não foi assim que aconteceu.

Aguardamos o máximo possível, mas não entrei em trabalho de parto. Acabou sendo cesárea e, apesar de tudo, não fiquei frustrada. Tudo, o tempo todo, desde antes de engravidar estava nas mãos de Deus. Além disso, a cesárea não foi simplesmente agendada, para comodidade do medico e minha também – uma atitude adotada pela maioria e que não concordo. Sugiro que assistam “O renascimento do parto” e busquem informações sobre parto humanizado. Dá para começar por aqui 😉

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Nas últimas semanas enquanto esperava o início do trabalho de parto, tive um momento muito (muito!) introspectivo. Não tinha vontade de responder as inúmeras mensagens que chegavam pelo whatsapp, sms ou Facebook – apesar de saber que eram amigos e familiares, demonstrando carinho, interessados em saber se estávamos bem (desculpe se você foi uma dessas pessoas). Depois que o Davi nasceu, continuei não querendo saber de ninguém. Era um tempo nosso, em que eu queria apenas a família por perto, principalmente na maternidade. Agora, um mês depois é que começo a sair mais da concha.

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Durante a gravidez, a gente vai se acostumando com as mudanças pelas quais o nosso corpo passa, mas quando o bebê nasce, elas são repentinas. Não tem mais o peso, muda o equilíbrio, parece que está todo solto dentro de você e andar se torna algo muito estranho no começo. Sem contar as mudanças hormonais e uma hiper sensibilidade que você não sabe de onde vem. Por isso tudo e mais, a mãe que acabou de nascer precisa de tanto cuidado, carinho e atenção quanto o bebê.

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Uma vez em casa, veio o medo, a insegurança… E agora? Dou conta? O apoio da maternidade ficou para trás. Como saber se o choro é de fome ou de sede? Ou sono? E se é cólica? Se for, como fazer para passar? Aquele choro doído, aqueles olhinhos suplicantes, pedindo “mãe, me ajuda, por favor!”, chegaram a me fazer chorar também – de desespero, de não saber o que fazer; de estar a madrugada toda acordada ou literalmente “virada” de um dia para o outro. Nessas horas, ter o apoio do marido/pai é tudo – embora ele também tenha tido um momento de jogar a toalha. Mas também somos muito gratos a alguns amigos que nos ajudaram a recuperar a calma e voltar para o eixo.

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Duas lições importantes, muito bem aprendidas:

1. Manter a calma sempre. Mesmo adultos há momentos em que a nossa mãe é tudo o que queremos. Imagine para uma criança que acabou de nascer. Se a mãe não pode ajudar, “ferrou”! A pediatra disse que “os bebês são esponjinhas. Percebem tudo. Se você estiver agitada, pode dar cólica”. Não foi bem o que aconteceu, mas já pude constatar que ele percebe mesmo quando  as coisas estão fora do normal.

2. Seguir meus instintos. Hoje há muita informação disponível para tudo, assim como diversas pessoas próximas têm suas experiências para compartilhar. É tanta coisa, que você simplesmente não consegue ouvir a sua própria voz interior. Por isso, muitas vezes, um “que se dane” é a melhor resposta. Significa que o seu instinto falou mais alto.

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Como disse uma amiga, “ser mãe é desafiador, mas muito recompensador”. Ela tem razão. Não há nada neste mundo que se compare àquele olhar intenso,  meio de canto, durante uma mamada; ou àquele sorrisinho fofo que surge de repente enquanto conversamos.

É… aos 32 anos, eu achava que estava pronta para ser mãe. Na verdade, a conclusão é que eu não estava e, conversando com amigas que desfrutam do prazer, das alegrias e dificuldades (sim, isso também) da maternidade, concordam que, no fundo, ninguém está. Só posso dizer que este primeiro mês até pode ter sido difícil, mas certamente foi um dos mais felizes da minha vida.

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Propósito

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Depois de deixar o blog esquecido abandonado, resolvi escrever. Nesses últimos três meses, eu até tinha várias coisas para postar. Mas é que me faltou tempo mesmo. Cheguei a começar um post, só que não terminei. Agora ficou velho.

Quando pensei nesse nome “Letras, ideias e afins” era para que eu pudesse falar sobre tudo e sobre nada. Para simplesmente deixar a minha mente e os meus dedos livres para escreverem sobre o que quisessem.

No entanto, de maneira geral, evitei assuntos que tivessem algum cunho religioso. Não sei ao certo o porquê de ter pensado assim. Mas o fato é que eu cheguei num ponto em que não tenho como fugir disso. Há quem goste e há quem não goste de ouvir sobre Deus. Há quem acredite ou não. Só que Ele faz parte de mim e é o ponto central do momento que estou vivendo. Não há como escondê-Lo porque Ele está sempre presente no meu jeito de pensar, de me comportar, de tratar as pessoas, em tudo. Sim, porque Ele é o meu modelo, a minha referência.

Não, não estou fazendo um balanço de 2012, como a época do ano sugere. Este texto poderia ter sido feito em qualquer outro mês, dependendo de quando as coisas tivessem começado.

Há pouco mais de dois anos faço parte de uma banda só de mulheres – a Rendição. No início, pensava que tinha “caído de paraquedas” ali. Em poucas semanas aconteceria um retiro de moças e a tecladista tinha vestibular bem no dia. Lá fui eu para substituí-la. Pensei que seria só aquele dia e ponto. Quando percebi, já me consideravam da banda. Demorei a entender realmente porque eu estava com elas. Mas cada uma me mostrou que tinha muito sentido sim. Depois Deus foi me lembrando de diversas coisas que Ele já havia me dito e que eu nunca tinha entendido.

Estamos a dois dias do lançamento do nosso CD – o primeiro. Se haverá mais? Não sei. Não cabe a mim responder. Se ele é uma realidade hoje, é porque fomos desafiadas a fazer uma viagem missionária e, sendo em 7 pessoas, foi assim que enxergamos o meio de levantarmos os recursos.

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Essa é a capa do nosso CD

Ansiosa? É claro que espero que tudo dê certo! Afinal, há meses que ensaiamos e nos dedicamos para isso ;). Para mim, será uma noite de culto, a oportunidade de mais uma vez agradecer a Deus pelo que Ele fez, de estar com amigos, família e pessoas queridas adorando e exaltando a Ele, a razão de tudo isso.

Até aqui – e ainda será enquanto estivermos juntas – foi um tempo de crescimento e de amadurecimento em diversas áreas: na convivência – sou a mais velha e a diferença para a mais nova é de 12 anos –; pessoalmente, tendo que lidar comigo mesma e com uma série de conflitos que apareceram no caminho; musicalmente também. E há muito mais pela frente. Estes foram os primeiros passos. Como uma criança que está aprendendo a andar, não foi fácil. Deus, meu marido e pouquíssimas pessoas próximas sabem o quanto doeu em alguns momentos. Quanta coisa tive que administrar internamente, mas que consegui superar com a ajuda deles e Dele, em especial.

Olhar para trás a partir do ponto em que estou hoje me deixa feliz por ver o que passei e aonde cheguei. Mas ainda há outras coisas em processo. Planos, sonhos, decisões. No entanto, quando olho para frente, tentando projetar o futuro, imediatamente começa a tocar a faixa 2 do CD: Propósito (letra e música da Arlen Gomes) na minha cabeça. Ela resume tudo.

“Meu desejo é cumprir Tua vontade
E andar segundo os Teus caminhos
Atender o Teu chamado
Pois Contigo sei que eu não vou sozinho

Mesmo que ao meu redor não veja nada
Eu sei que estás a me guiar, Senhor
Tua mão age em meu favor
E por isso hoje eu estou aqui

Pra Te servir, pra Te adorar
A minha vida eu entrego em Teu altar
O meu viver é Teu, Deus
Meu coração eu já Te dei
Sou todo Teu, Senhor

Contigo posso prosseguir sem medo
Meu futuro é Teu e mesmo sem enxergar eu vou
Em Tua direção eu vou
Realizar Teu sonho
Eu vou atender o Teu chamado
Eu vou cumprir o Teu propósito pra mim
Por isso eu estou aqui”

Aprendendo a entender as pessoas

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“Relacionamentos se quebram porque não percebemos a diferença entre ideal e real. Lembre-se: o outro também está em construção. Isso é real.” Essas sábias palavras são do meu pastor de Bauru, o Edson Valentim.

Isso me fez pensar no quanto ainda temos que aprender. Aprender a não olhar para o nosso próprio umbigo e a, principalmente, nos colocar no lugar dos outros. Anteontem mesmo, estava comentando sobre isso com meu marido. A gente sofre porque não entende a forma de amar e de agir do outro. E a verdade é que, muitas vezes, não fazemos nem um pinguinho de esforço para entender. Isso é válido para qualquer tipo de relacionamento, pessoal – entre amigos, namorados, marido e mulher – e profissional.

Uma das maneiras que aprendi isso foi com o livro “As cinco linguagens do amor”, de Gary Chapman. É muito bacana, porque você passa a enxergar qual a linguagem mais usada pelo outro. Por exemplo, “palavras de afirmação”. Tem gente que precisa de reconhecimento, de elogio e que sofre horrores se recebe uma resposta “meio atravessada” ou com uma crítica negativa. Tem também a “qualidade de tempo”, que é sinônimo de estar junto, seja em algum passeio ou em casa, fazendo nada, mas juntos. E eu adoro isso!

Há alguns anos trabalhei em uma empresa onde tive a oportunidade de participar de um treinamento que falou sobre os perfis comunicacionais. É interessante observar como existem pessoas que são racionais, outras práticas; há os emocionais e ainda aqueles que gostam de refletir. Unindo essas características, você chega a alguns perfis. Não me lembro agora da definição que deram, mas é possível identificá-los pela maneira como se comportam, falam, se vestem. Isso ajuda bastante quando você precisa lidar com o outro. Depois desse treinamento, passei a mais direta, objetiva e a ter todos os argumentos na ponta da língua na hora de levar algum orçamento para a aprovação do responsável pelo financeiro. =)

Percebi que quando se entende a maneira como outro se expressa e demonstra a sua forma de amar, a vida fica muito mais fácil!